sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Corrente de Amor

Correntes sempre foram um problema. Mas não estou falando das correntes que prendem navios e outros objetos pesados nem daquelas que estão nos pés do prisioneiro naquele filme legal onde o Johnny Depp interpreta um cara excêntrico. Estou falando daquelas mensagens simpáticas, com um fundo de moral que no final, quando você acredita inocentemente que alguém só queria te passar palavras bonitas para você se sentir melhor, você descobre que agora você entrou numa espécie de maldição onde ou algo ruim vai acontecer se você não espalhar a mensagem ou algo de muito bom vai deixar de acontecer se você não espalhar a mensagem.
Antigamente essas mensagens eram passadas em notas de real ou folhetinhos com fotos de santos. Mas era basicamente a mesma coisa: ou você escrevia a mensagem em 600 notas de 1 Real (nem existe mais tal coisa) ou fazia seis mil cópias do folhetinho com o santinho ou você pegava AIDS. Aí lá ia a tia velhinha falar com o sobrinho que trabalha na gráfica pra fazer as cópias ou gastar todo seu dinheiro escrevendo nele a mensagem, afinal, uma senhora respeitosa como ela não pode sair por aí pegando AIDS.
Com o advento da tecnologia, essa praga tornou-se muito mais fácil de ser espalhada. Há uns dez anos atrás, quando todas as pessoas tinham um email mas ninguém sabia direito como usá-lo, esta ferramenta se tornou muito útil no ato de espalhar correntes. E dá-lhe receber aquelas mensagens com mil destinatários, afinal, se o remetente não mandasse a corrente em 10 minutos para trocentas pessoas, muito provavelmente a mãe dele viraria um urso panda e teria que se mudar para um lugar onde haja bambus disponíveis.
O problema dessas correntes não são elas realmente, mas nos dois tipos que elas acabam gerando: o cara que escreve as correntes e o cara que as transmite.
O cara que escreve as correntes se acha o Jim Carrey naquele filme onde ele ganha poderes e faz coisas engraçadas. Ele escreve uma história (ou mensagem) para que a pessoa se comova ao ponto de transmitir a mensagem, porém, não acreditando que seu texto é bom o suficiente para ser divulgado ao boca-a-boca, ele coloca uma espécie de ameaça (ou prêmio em alguns casos) no final. Você espalha a mensagem que eu escrevi e seu amor voltará para você. Ou alguém que te ama muito vai se revelar para você. O cara que escreveu a mensagem não tem poderes mágicos como aquela benzedeira que mora perto da sua casa e, na verdade, nem a benzedeira tem.
O cara que transmite a mensagem (que não necessariamente é um cara, muitas vezes é uma senhorinha velhinha e inocente), realmente acredita naquilo. E acredita a tal ponto que alguns chegam a explicar os problemas da vida com aquela mensagem não passada ("OH NOES! Ninguém se revelou dizendo que me ama hoje! Eu devia ter mandado aquela mensagem para 45 pessoas em menos de duas horas para que isso acontecesse!"). E não satisfeito em se preocupar com o que está escrito na mensagem, ainda distribui a tal maldição para sua lista de contatos. Pensem comigo: o cara para evitar que mil carneiros invadam sua casa, precisa passar a maldição dos mil carneiros para outras pessoas! Grande amigo esse seu, hein? Que para encontrar o grande amor da vida põe em risco o encontro de um grande amor para todos os sujeitos da sua lista de emails.
Enviar correntes pra mim é pedir para ser bloqueado da minha vida. Não o façam, nem que disso dependa a morte de um ente querido (mentira, se você conseguir me provar que realmente depende a vida de um ente querido seu, eu te desbloqueio da minha vida). Mas já que eu sei que vocês tem muitos amigos por aí, vocês terão que passar esse texto para 10 amiguinhos seus nos próximos 10 minutos. Se você fizer isso, o grande amor da sua vida vai se revelar pra você. PORÉM, se não fizer, você vai ficar sem internet durante 10 dias. TRY ME.

9 Comentários:

thaís coelho disse...

Odeio correntes! Se fosse acontecer algo comigo por não ter passado cada corrente que eu recebi, nem estava aqui agora, kkkkkkkkkkk.
O pior é que tem gente que acredita, eu nao consigo entender isso ._.
Alguns seguem tanto a risca que manda pra quantidade certinha de pessoas que o tal e-mail pede. Só pra rir mesmo.
Agora tenho que esperar se vou ficar sem internet durante 10 dias, kkkkkkkkkkkkk.
Muito bom o texto Guilherme :)

Gabriel Mota disse...

Eu tenho guardado até hoje um papel da corrente da Santa Edwirges. Eu, inocente, achei uma folha dobrada na rua. Curioso que sou, peguei pra ler. Era uma corrente. Eu deveria fazer 100 cópias, sei lá, senão acontecia algo muito, muito ruim, "como aconteceu com João Pereira, que esqueceu a folha na gaveta do escritório, foi demitido dez dias depois e faleceu um mês após o incidente".
Sei lá, mas toda vez que vou arrumar minha gaveta e encontro o papel, eu cuidadosamente o dobro e guardo de novo. Não vou passar pra frente, mas também não consigo jogar fora. Sei lá. É estranho, mas bjs, sou assim.

#marciadesabafeidenovo

Gabriel Mota disse...

Ah. Sei lá.

¬¬

Tamara disse...

Issso realmente é muito chatoo '¬¬

Aliás eu só leio em ultimo caso!
Quando já vi tudo que queria ver na net, já e tarde e o sono não veem e tals.. ai sim, eu resolvo leer.


Sobre a nota de um real,eu vi uma antes do carnaval e foi uma supresa dupla!
Primeiro por ver a nota e a segunda porque a nota estava em boas condições e LIMPAAAAAAAAAA. ;o

Foi muito estranhoo >.<

@ichiga disse...

Eu nunca leio '-' eu sempre mando minha mensagem antipatica ant-correntes e as pessoas nunca mais mandam pra mim HAUIHDAUIDHADUIAHDAD

Zé Abrão disse...

eu nem abro correntes mais...

CarolMoreno disse...

Eu ia comentar algo legal, mas vou passar esse texto pra 10 amiguinhos rápido :* HUASHUSAHUSAHU

mariana ♪ disse...

"-Oi, meu nome é Samara, eu teria 15 anos se estivesse viva"
"-foda-se" -QQQQQQ

Cara, eu odeio correntes, que coisa idiota. Eu nem abro, eu simplesmente deleto haha. Então se eu sumir foi a Samara que me levou pra agonizar no arame farpado onde ela morreu -not

Vanessa disse...

Ainda to revoltada com a corrente que recebi e que gerou esse texto (apesar do gui nunca me dar os devidos créditos)
É absurda a ideia de um email que te "lembra" de dizer a todos os seus amigos que você os ama e que no final afirma que se você não enviar o email pra 25 pessoas você ou o amor da sua vida vão morrer.

E mais absurdo ainda é o cara que realmente envia a "maldição" para seus amigos... E o filho da mãe que me mandou ainda enviou pra muito mais do que 25 pessoas... Sacana!!!

Eu enviei de volta pra ele. Espero que ele não morra.

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