sábado, 17 de outubro de 2009

ÉÉééÉÉÉ... DO BRASIIIIIL!!!

Depois de séculos (ok, anos), Brasil finalmente ganhou a oportunidade de sediar uma Olimpíada. AEEEEEEEEEEEEEEE. Fernando Meirelles foi chamado pra dirigir o vídeo de apresentação do Brasil na seleção da COI em Conpenhagen, na Dinamarca. E emocionou. Lula chorou. Pelé chorou. Os emos choraram. Mas o que chorou mesmo foi a cuica (ham ham, pegou o trocadilho?) de tanto que os cariocas (e os brasileiros bem-humorados) festejaram com a vitória sobre as outras 3 cidades concorrentes. A começar com Chicago, que (chi)cagou logo de início. (ham ham, denovo...) Era a suposta maior concorrente do Brasil, mas saiu logo na primeira rodada perdendo bastante pontuação com a rejeição de seus próprios habitantes. Com essa crise toda a última coisa que eles tinham que se preocupar é com isso mesmo, tá certíssimo cambada americana loser! Tokyo, capital tecnológica que sempre temos medo de competir porque nunca chegaremos nem perto, foi a 2ª a ser eliminada. Ficamos com medo até deles terem inventado um controle remoto que destruisse o mundo com um click depois da derrota, mas não foi o caso (AINDA!). Ficou entre Brasil e Madrid. Saca, Madrid? Boooooring. Então, Brasil levou e a galera declarou em plena Praia de Copacabana: "RIO LOVES YOU". Não que seja verdade... mas né.

O que mais me irrita é a galera pseudo-cult-revolts começando a filosofar e chiar. Chiar. Eles só fazem isso: reclamar. Eles ganham um ovo de ouro e não conseguem mensurar isso... e reclamam. "Ah... um país com educação de m*, segurança de m* e saúde pública de m* promovendo um evento desses?", "Não temos cacife político pra lidar com isso" "O Rio tá comemorando a tiros a OlimPIADA, rerere", "Um país afundado na miséria mascarando um país pobre em fanfarrice carioca". Meu saco. Tenho até desânimo de conversar com esse tipo de gente. Maioria são universi(o)tários que acham que precisam ter opinião formada sobre tudo e, de preferência, negativa e pessimista sobre as coisas. Mal sabem eles a besteira que estão falando.

Preciso mesmo mencionar que a europa está como está hoje a partir da reestruturação que eventos como esse proporcionaram a ela, né? Fora isso, o fato da sede da Olimpíada 2016 ser no Brasil serve como um convite de entrada ao mundo sobre a existência de um país com potencial tão grande que está sendo descoberto só agora. Serão cerca de R$ 25 bilhões investidos nesse crescimento. Todo mundo fala em número de gasto, mas esquecem de número de emprego, de grana com turismo e de, principalmente, visibilidade às terras brasileiras que poderão ser incluidas facilmente em negócios econômicos estruturados internacionalmente. Não falam também que, com esse alto investimento, aeroportos, portos, estradas, estádios, metrôs, hotéis, malhas viárias deixaram de ser só idealizários e sairão do papel. E o melhor, o Brasil será vigiado e diretamente obrigado, aos olhos da COI, a crescer. Se isso é um benefício ou uma vergonha, não interessa. Interessa que melhorias virão e ponto. Não, a melhoria não se concentra só no estado carioca não. É melhoria pra todo mundo.

Se tem gente por aí reclamando da política ou a falta da mesma o que devem fazer é organizar uma passeata em frente ao congresso. Não misturem as coisas. Não culpem a Olimpíada. Se o Brasil ganhou é porque teve bons resultados com o Panamericano, é porque demonstrou maior interesse e maior empenho em projetos futuros de abrigo a tal evento. E se acreditam que tudo isso é balela, pelo menos em termos publicitários o Brasil tá bem a frente.

No ano de 2010 virão as eleições e essa é a hora dos rebeldes-sem-causa demonstrarem sua revolta. Não adianta de nada ter uma promessa tão promissora e um discursinho bem-feito se elegermos um Maluf da vida pra aproveitar do momento pra encher o cu de verdinha. É hora de ter um pouco mais de consciência pra saber escolher quem vai aplicar essa grana toda de forma devidamente aproveitável, porque, uma vez feito, não adianta ficar aqui chorando e chiando na internet sem argumentos bem-embasados.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

OoooOOoOoOOooOOOii! ¬¬

Tou completamente cansado. Faltam dias nas minhas horas mas mesmo assim, pelo amor que tenho a todos vocês, venho feliz escrever para esse blog super simpático. Rârs! Hoje falarei de algo que me irrita mais do que criança que se veste de gente grande. Tenho total aversão a pessoas felizes ao extremo.
Sim, pessoas que dão risadas escandalosas às 06h30 da manhã, que são capazes de te ver a 50 metros de distância, soltar um "GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA... (5 minutos) ...AABLOOOO!!!", te abraçar, sair pulando com você e gritando "TE AMO TE AMO TE AMO TE AMO DE MUNTÃO!" tiram meu sono.
Pô... Se até eu, uma das pessoas mais felizes do mundo, tenho minhas manhãs carregadas de sono e preguiça que não me permitem esboçar um sorriso 100% sincero, porque raios e trovões essas pessoas parecem tão animadas para apresentar um Bom Dia & Cia? De onde elas tiram todo esse vigor?
Nem... Não confio em gente expositiva demais. Sou mais as pessoas caladas e misteriosas do que esse povo que te conta em detalhes as agruras de riscar um fósforo para fazer o miojo sabor camarão do jantar passado. Não consigo entender esse bom humor todo, essa efusividade advinda das entranhas do Bozo que percorrem todo um corpo ávido por abraços em horários desnecessários, como quando você está sério, conversando sobre problemas familiares, e alguém vem gritando seu nome pra te abraçar:

- OOOoooOooOooOOii. Ops, atrapalho?
- Err... Um pouco, tou ocupado...
- AAAH, RELAXA, CÊ TÁ PRECISANDO BEBER, DÁÁÁ CÁ UM ABRAAAAAÇO, QUERIDO!

Galerinha agitada que não perde uma aventura.
É o que eu usualmente chamo de Síndrome da Turma de Malhação. Aquele povo que ri de qualquer coisa, brinca com qualquer situação, faz baderna saudável, toma suco e se acha descolado por gostar de abacaxi com hortelã... Uma galerinha animada e que não perde uma aventura, capaz de provocar altos agitos num clima de azaração total [/narrador da Sessão da Tarde] que me cansa profundamente.
Não que eu seja chato. Tá, sou chato sim. Mas mesmo assim tenho certeza que muitos irão concordar comigo. Não sei, mas gostaria profundamente de saber onde essas pessoas guardam os problemas delas. Ah, esse pessoal não perde dinheiro na rua não? Não perde ônibus quando mais precisa de um? Não sai mal em provas?
"Ihhulll... Tirei um e três na prova de Análise Macrobiótica em Pseudópodes, mas tudo bem! Tou feliz porque comi meu chocolate preferido hoje! AHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHHA!"
Isso só era legal no Fantasia, com aquele bando de mulher feliz e rindo pra todo um Brasil quando o participante perdia a brincadeira que valia trezentos reales.
Na vida real não funfa.
Pronto, falei.

"Você perdeu trezentos reais! Ahahahah! Mas tente de novo, quem sabe um dia você consiga?"

sábado, 10 de outubro de 2009

Como eu adoro o Dia das Crianças!

O Dia das Crianças é, sem dúvida, a data mais feliz do nosso calendário cristão-capitalista-ocidental. Não há ninguém que fique triste no Dia das Crianças (a não ser que algum familiar seu tenha morrido no Dia das Crianças, mas com certeza não foi nada relacionado ao dia em si, a não ser que seu familiar tenhas sido morto durante um assalto onde um pai de família precisava de dinheiro pra comprar um PolyStation pros seus filhos, aí sim, você pode estar triste no Dia das Crianças), as crianças estão ganhando presentes, os pais estão livres das crianças que estão entretidas com seus novos brinquedos, os lojistas estão felizes porque estão vendendo como nunca, os publicitários estão feliz porque vocês levaram a sério essa data que a gente criou e a gente continua nadando em rios de dinheiro fazendo propagandas com crianças correndo em lojas de brinquedo.
Outro fato interessante do Dia das Criança é que todas as lojas (desde a mercearia do lado da sua casa até aquela sexshop escondida) fazem pequenos eventos para comemorar essa data tão querida, chamando os palhaços mais bizarros, os tiozões da pipoca, um cara que faz escultura de balões (onde todas as formas nos lembram um pinto e sim, eu preciso de tratamento) e distribuem brinquedos ruins e baratos. E dá-lhe jogos de dominó, bambolês, carrinhos, iô-iôs e, pros mais moderninhos, aqueles joguinhos de corrida/futebol/luta/guitarhero onde tudo que você tem que fazer é mexer um bonequinho pra direita e pra esquerda de forma para desviar ou capturar as outras coisas que vêm na tela.
Ah, e os brinquedos! O Dia das Crianças é como um Natal sem culpa. No Natal você passa o ano inteiro se esforçando para ser um bom garoto e, no fim, talvez ganhar um boneco do He-Man. Já no Dia das Crianças, não tem erro: você vira e fala: "PAIÊ, QUERU O BONEKU DO HIMEN, ABS" chega dia e 12 e tcharã! Tá lá o boneco do He-Man embrulhadinho pra você. Você não teve que se comportar bem, você não teve que rezar, você nem teve que ir lá aguentar seu tio bêbado na ceia de Natal! Sem ideologias, sem amor ao próximo e sem burocracia. É um dia só pra você, criança. Aí você pode escolher se você quer um Max Steel irado com asas que anda numa moto e detona o Destructor, ou uma Barbie Fashion dos Animais FairyTale que anda num Fusca Rosa.. E se seus pais ainda estiverem de bom humor, quem sabe você num consegue comprar aquele jogo irado pro seu Xbox 360, filhinho lindo do papai!
Claro, isso tudo só vale se você for das classes mais abonadas da sociedade. Se seus pais não tem condições, o Dia das Crianças ainda é um dia feliz, porque você sabe que mesmo não ganhando aquele carro maneiro do Speed Racer, você ainda pode se divertir na rua com seus amigos e curtir uma liberdade que aqueles pequenos burguezinhos nunca vão poder usufruir.
Mas como nem tudo são flores no Jardim do Édem, chega uma época da sua vida em que a mordomia acaba. Começa com seus pais não te dão mais presentes, depois passa para você trabalhando para logo em seguida ser você comprando presentes para seus filhos, mas de qualquer maneira ainda é um dia feliz! Porque é FERIADO! E NINGUEM FICA TRISTE QUANDO É FERIADO (talvez no feriado de Finados 02/11, mas aí é por outro motivo num é por causa do feriado em si e...).
Feliz Dia das Crianças pra todos aqueles que, como eu, acha que ser criança é muito mais divertido!

Ps. Depois de anos sem ganhar presentes, eu ganhei uma placa de 1 GB de memória RAM e minha namorada ganhou uma caixa de Nhá Benta de Dia das Crianças! YUHUL

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu só queria dizer 'adeus'

Todo mundo gosta de viajar. Tem aqueles que são mais radicais que ainda negam, mas bota uma viagem aí pra Europa, ou qualquer outro lugar de seu gosto pra ver se o indivíduo ainda nega. Ok que tem aquelas viagens com aquele grupo da 3ª idade que sua mãe te obriga a ir com todas sua família acima de 60 anos. Aquele feriado que as velhas ficam jogando baralho, os gordos tomando cerveja e gritando, os mil netos de 5 a 7 anos se divertindo loucamente na piscina e você ali, na sala de tv, último resquício de tecnologia daquele fim de mundo. Sem contar aquele seu tio velho&obeso que chega pra ti e fala: "PUR QUE CE NUM VAI DÁ UMAS PAQUERADA NAS GATINHA DA CIDADE?" daí você tem aquela imaginação da população feminina da cidade e já vem aquela ânsia de
vômito.

Entretanto, viagem é algo que ajuda o indivíduo de uma maneira ou de outra. Uns viajam pra relaxar, outros pra badalarem, outros pra viver na aventura das montanhas sem fim, outros pra beber e tirar o atraso, outros pra visitar família, outros pra conhecer novas cidades. É uma infinidade de motivos que nunca acabam, mas sempre vai servir pra algo positivo. Mesmo que seja um lixo e você vá pro interior do Acre ver a apresentação indígena do grupo de balé que sua tia gorda coordena, você vai aprender que nunca deveria ir ver a apresentação indígena do grupo de balé que sua tia gorda coordena.Mas como nem tudo são flores bonitas e cheirosas, nas boas viagens tem o quesito: espera. Uns conseguem abstrair aquilo e fingir que nada tá acontecendo pra gastrite nervosa não aflorar do além (como eu), mas outros gostam e apreciam essa espera e até a julgam como a melhor parte do processo. AAAH, ESPERAR 754 DIAS PRA IR PRA ALEMANHA. YUHUL, PASSARAM JÁ DUAS HORAS!!! TO MAIS PERTÔÔÔ!!!

Hoje (provavelmente eu já esteja lá nesse momento que você lê isso) estou indo rumo à America, terra dos sonhos latinos, encontrar com o cenário mais completo da minha área. Nova York carrega consigo o coração da publicidade em seu centro. Times Square é o sonho de qualquer publicitário. No meu caso, ganhei a passagem por volta de junho e desde então venho fazendo contagem regressiva. Não por uma ansiedade, porque como já disse prefiro abstrair e fingir que nada tá acontecendo, mas por uma forma de saber quando está realmente chegando ou não, até pra me programar. O fato é que, um dia era eu botando lá "157 DIAS" e no outro já era tipo "13 DIAS", e isso me fez cair da cadeira (não literalmente, ok). Daí veio tudo, gastrite, enxaqueca, diarréia, AIDS, sífilis, ceborréia, tudo, e hoje estou aqui, quase que com lepra, com o pescoço torto, babando e dividindo a minha história com vocês, leitores adoráveis do Risos.

Outro fator negativo de qualquer viagem é a tal da despedida. Sou da opinião que isso é a coisa mais desnecessária do mundo. Todo mundo que fosse viajar e tivesse que despedir da mãe (ou de qualquer pessoa que tivesse um apego forte) deveria, umas 2 horas antes de viajar, sair de casa sem avisar pra ninguém, ir prum bar, beber, e quando der a hora, ir viajar. Você evita algo que seria ruim. Bem ruim. Vai falar que despedida não tem alta carga negativa de emoção? Despedida já bem diz no seu nome, parece que você nunca mais vai ver a pessoa, e cara, eu até evito a fazer porque eu fico com essa impressão. O esquema é fazer um apelo emocional implorando que essa pessoa não apareça na sua frente quando estiver prestes a pegar a estrada (ou o... ar) pra quem quer que você não quer despedir que ela acatará, e vai ser melhor pra todos os lados. Mesmo porque aquela cena de filme "você está entrando na sala de embarque, em cima do horário do avião, já se despediu de todos, todos chorando, você chorando, caminhando e de repente ouve um: "PEEEEEDROOOOOOOOOOOOO' *slowmotion*' você vira pra trás *ainda em slowmotion* e a pessoa vem correndo, correndo, correndo até vocês se abraçarem, e girarem em torno de um eixo enquanto a câmera percorre os dois com voltas e voltas circulares...' não é nada legal como são nos filmes.

Aproveitem suas férias ou feriados, desse modo, pra viajar. Sempre valerá a pena, mesmo que seja pra você pagar de emo no sofá da sala. Chega de eventos, cotidiano e histórias de ônibus brasileiros. O correspondente internacional do risos., quem vos fala, trará um pouco do dia-a-dia 'Tio Sam' pra vocês. E não pensem que vão se livrar de mim ou de minhas palavras aqui, posts novos com novidades quentes, cheias de diversão, intrigas, sexo, azaração, conflitos, amores de verão, e afins, pra vocês. Agora vam'parar com essa despedida aqui senão eu vou fazer vocês inundarem seus cômodos de emoção... ENTÃO GALERA, NÃO VÃO AO AEROPORTO SE DESPEDIR DE MIM OK? (tá que você não irão porque eu vou embarcar às 5h30 da madrugada, e não por causa disso, MAS VALEU GALERA)

domingo, 4 de outubro de 2009

Querida, estiquei o bebê!

Não, não se trata de mais uma análise de filme. Não é isso. Se trata de revolta. Raiva. Ira! Venho escrever para tentar responder uma questão que há muito tempo ronda minha cabeça: Porque mothafocas alguns pais teimam em "crescer" seus filhos antes do tempo? Aí depois quando os filhos crescem de verdade eles os tratam como crianças... Bora respeitar a cronologia divina, meu pôvv?
Explicarei melhor. Supostamente todo mundo tem família. E supostamente toda família se reúne em longos almoços intermináveis onde o novo namoradinho da Bianca é abatido com perguntas e ironias de tios mal amados. E nessas reuniões "Family Feud" supostamente você vai encontrar aquela coisinha fofa que é sua prima Evelyn Nathállia, "cato anos, assim ó" que dança o Créu na velocidade dezessete e noventa e dois. A família adora, tira fotos, explora a menina e cogita até mandá-la pro Raul Gil. Mas gente, a menina tem apenas quatro anos. Dançar essas coisas não é pra essa idade.
Eis que de repente Evelyn Nathállia para de dançar e grita "Meu cilular tá tucano mãin. Péga pa eu..." Sim, Evelyn tem um celular. Mas pra quê? Pra que raios serve um celular na mão de uma menina de quatro anos? Os pais respondem agora que é pra achar a filha mais fácil. Beleza então, agora me responde que pai é esse que precisa dar um celular para uma pirralha pra poder saber por onde ela anda? Entendo, ela deve ter muitas coisas pra fazer, não deve parar em casa, deve sair pra balada com as amigas da irmã mais velha e pá...
Você então termina de almoçar na casa da avó e vai querer ver um pouco de Tevê. Mas da área até a sala você passa pelo quarto de visitas e a porta está aberta. Seu olhar é levado para dentro do cômodo e você realmente crê que o fim do mundo chegou e resolveu primeiro passar na casa da sua grandma querida! Evelyn está sentada na cama, rodeada das priminhas invejosas e normais enquanto diz que adora o blush rosa que a mãe lhe deu de presente porque ele combina muito bem com o batom vermelho "Tentação Total" que ela ganhou no aniversário passado. Daí se põe a pintar todo o rosto com pó e essas estripulias de mulher grande.

Viva o lado Thayanny Carollynne da vida
Não que eu não goste de crianças. Mentira, não gosto mesmo e tenho motivos pra isso, ok? Mas o que eu realmente não suporto são essas mini travestis que atuam, cantam, dançam e sapateiam; fazem coisas de ruborizar até Rita Cadillac. Poxa, deixa a menina ser menina. Deixa brincar de boneca, essas coisas naturais... Pra que ser Thayanny Carollyne? Tá vendo aí o auê que foi a escalada Maisística no meio artístico. Pense bem: você quer mesmo ver uma filha sua cantando uma versão sertaneja para uma embalagem virtual de Assolan em propagandas de Tevê?
Little Miss Sunshine é um filme bonitinho que fala bem sobre essa questão. É bom para refletirmos até onde poderemos levar nossas filhinhas queridas. Ok, que se a pequerrucha for uma coisa linda de Modeuso é mais do que óbvio que projetos bacanas como fotos ou campanhas publicitárias são sempre bem vindos, mas tudo nessa vida tem limite [exceto Lady Gaga] e exageros são o fim. Deixem as pequenas parecerem apenas pequenas, não transformem a baixinha numa anã ou travesti que canta.
Nada contra anões ou travestis que têm acima de vinte anos. Um graaande abraço para nossos anões e travestis com mais de vinte anos que fazem sucesso no showbiz!!


"Olha mãin! Eu sei dançá u Cléu na vilucidadi onzi!!!"

Foto meramente ilustrativa.
Os rostos foram escondidos e não nos responsabilizamos por quaisquer reconhecimentos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Feliz Aniversário!

Melhor do que estar mais velho, receber presentes e os amigos, melhor do que tudo isso, o interessante de se fazer aniversário é e sempre será fazer e participar de festinhas de aniversário.
Festinhas de aniversário são eventos importantes, no mínimo, até todas suas amigas completarem 15 anos. A partir daí todas as festas são desculpas para se embriagar ou para jogar imagem e ação com amigos entediados porque sua festa não tem bebida. Talvez para reencontrar amigos antigos. Só que até todas suas amigas completarem 15 anos, muita coisa rolou.
Vamos começar com as festas infantis, cheias de balões, doces, salgados, decorações de desenhos animados que você nunca ouviu falar ('Ben10? Mas não seria melhor uma decoração da Família Dinossauro?"), tias bonitonas e o melhor, surpresinhas de fim de festa com chicletes e brinquedos vagabundos que são disputados como se fosse o último boneco dos Power Rangers na Lojas Americanas. Infelizmente nem tudo é perfeito nas festas infantis, existe uma coisa que deixa qualquer pessoa de mau humor e essa coisa se chama CRIANÇAS. Se existe algo mais irritante do que crianças (fora as crianças gordinhas que todas tem um lugar no meu coração), o papai do céu guardou pra ele, ou as vezes as crianças realmente são as coisas mais irritantes já criadas e o papai do céu mandou elas pra cá pra se livrar delas. Criança correndo pra todo lado, derrubando os copos das pessoas, roubando docinho da mesa, brigando pra ver quem tem o pai mais forte, quebrando o pescoço na cama elástica.
Depois vem a pré-adolescência. E aí o que é maneiro na pré-adolescência é ter uma pista de dança pras meninas dançarem o funk/axé da moda e os meninos ficarem olhando. Que pra mim é avançado demais, na minha pré-adolescência a parada era ir em festa onde tinha videokê! Cara, o videokê é o melhor da cultura japonesa adaptada para nossas festas de 12 anos! Primeiro os jovens cantam as sete músicas maneiras que tem na lista de mil músicas, aí a festa fica chata, cantam o parabéns, meia-noite tá tudo mundo em casa dormindo já e os pais e tios da festa podem se esbaltar em "NA RUA NA CHUVA NA FAZEEENDA OU NUMA CASINHA DE SAPÊ, (DE SAPÊ)" e "ERA UM GAROTO QUE COMO EU, AMAVA OS BEATLES E OS ROLLING STONES", aí a festa começa de verdade! Todo mundo já levemente alcoolizado das cervejas, o bolo não deu pra todo mundo porque a mulecada já tava grilada com aquele videokê escroto e descontaram no bolo pra festa valer a pena e não sobrou pros tiozões recuperarem a bebida. Isso que é festa!
Depois vem a época das festas de quinze anos e afins, onde o legal é ter pouquíssima bebida (geralmente uns coquetéis fraquinhos), onde os meninos se empenham tanto em ficarem bêbado que no fim estão até mijando rosa de tanto coquetel de morango (roubei essa piada de alguém, não lembro quem), mas longe de estarem levemente alcoolizados. Não que isso seja importante, pois o pouco que beberam já deram coragem para eles chegarem em todas as garotas da festa, pra, infelizmente, não pegarem nenhum, pois elas estão interessadas é naquele gato de 16 anos que é primo da aniversariante. Mas não as culpe, vocês só tem 14 anos e realmente não sabem lidar com mulheres, não que o de 16 saiba, mas ele sabe mais que vocês. Nessa época sim que reina a química do elas dançam e eles olham.
Depois daí vem a parte chata. Você já é maior de idade, pode beber quando quiser, você não vai em reuniões pra pegar ninguém, e a festa de aniversário começam a ser apenas... reuniões para comemorar mais um ano de vida de alguém. As vezes vão pra casa do aniversariante, as vezes vão para um bar ou uma boate, mas não tem mais AQUELE clima de festa de aniversário. Falta alguma coisa ainda... Tem salgadinho, tem bolo, tem bebida, tem música, tem pista de dança, mas não é a mesma coisa de quando você ia nas festas antigamente. Talvez você está mais velho, mais sério, mais triste, ou talvez as festinhas que estão mais sem graça. A solução é ir nas festinhas infantis, pré-adolescentes e adolescentes e tentar se divertir por lá mesmo.

Aí você me pergunta: "Tio Toscano, por que esse assunto de aniversário agora, tão sem sentido e aleatoriamente?" E eu te respondo: "NÃO, SEU IMBECIL! HOJE O BLOG RISOS COMPLETA SEIS MESES!!". Isso mesmo! Hoje nosso querido blog faz seis meses, com uma ótima média de visita diária e comentários! Agradecemos a visita de vocês, esperamos realmente que vocês tenham gostado desse meio ano e que vocês voltem sempre aqui e comentem sempre, porque é isso que nos anima a continuar escrevendo! E que venham mais textos e que venham mais videos e que venham mais especiais! Aguardem, que esse é só o começo e obrigado por estarem conosco!

E esse post foi uma sugestão da nossa leitora @CarolMoreno!

domingo, 27 de setembro de 2009

Pode repetir de novo, por favor?

Aqui já foi falado da minha indignação para com as pessoas que não fazem uso do português corretamente, e hoje eu vou fazer mais uma reclamação: QUAL É A DIFICULDADE DE FALAR MEU NOME CERTO?

Cerca de 53.549.781,91 brasileiros sofrem da famosa síndrome do "nome errado". Várias Carina's, simples Carina's, com "c" e UM "n", sofrem por serem chamadas de Carine's ou escritas como "Karinna". A família "Silva" que é sempre confundida com "Sílvia" ou a "Sousa" que sofre com o dilema: "s ou z"? Como convencer que seu nome é "Washington" e não "
Uoston", "Woxingtone", "Oazinguito"... É um caos.

Meu nome é simples e a galera já complica. Não só o fato de inventar um "c" pro "Vítor" (NÃO vem do alemão "VIKTOR"), mas até a idéia de embromar quando não se lembra do meu nome todo. Ok, "nome composto... complicado né, Pedro, sabe como é que é" mas... me chamar de Pedro HENRIQUE? JOÃO vítor? Pedro PAULO? Caralho, se não sabe, não inventa! Eu até prefiro que você me chame pelo que lembra, porque sim, ainda há aqueles que desistem e me chamam só de "Vítor".

Mas ok, a culpa nem sempre é de quem chama, e sim do cara que é chamado. Ou melhor, de sua árvore genealógica. Pra que aqueles sobrenomes mosntruosos? Como que você quer que a velha da biblioteca saiba escrever "Merieli Schlosser Doviggi" sem você soletrar? E ainda tem essa galera que fica grilada de repetir, acham um absurdo! "AI SUA VELHA, MEU NOME É GIDDALTH BROCKSMEHER. SIMPLESMENTE GIDDALTH BROCKSMEHER. QUAL SEU PROBLEMA?" O problema tá em você, Giddal... whatever.


Sem contar aquela galera que você pede pra repetir por simplesmente não acreditar que o indivíduo tenha esse nome.
- Quero o extrato de todas as ligações que fiz e recebi desse mês.
- Qual seu nome senhorrr? *sotaque paulista típico de atendentes de callcenter*
- Colapso Cardíaco da Silva.
Mães, nomes como esse ou "Confessoura Dornelles" ou "Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro" não são nomes. Os nomes dos personagens de desenhos avulsos não devem ser levados a sério!


Essa é a hora que você procura culpados. A culpa é da velha? A culpa é de Jesus que não te deu um bom nome? NÃO! A culpa é da vaca da sua mãe que não teve bom senso teve criatividade demais. Aquela modinha dos anos 80 de enfiar "y", "w", "k" na língua portuguesa por "achar bonito" deu nisso sendo que SÓ ESSE ANO que essas três consoantes entraram no alfabeto português. Se você chama "Rayssa", "wanderglaybson" ou "káthya" e não aguenta mais soletrar, repetir ou chorar por ter um nome desses, não dê uma de indignada pro além. O animal que te deu o que você chama de nome pode morar no mesmo teto que você.

E você, também já teve algum problema relacionado ao seu nome?
"- Oi, meu nome é Stagliskasva Patrikovsk e eu tenho problema com meu nome...
- OOOOOOI STA... PAIÓVIS..."